quarta-feira, 30 de abril de 2014

Retorno ao médico

Depois do meu aniversário, tivemos que voltar para Teresina dia 03/02/13. E no dia seguinte fui ao consultório do DR Vinicius para a retirada dos pontos. Ele me informou que teria que comprar uma ferramenta de aro 10 para regular os ferros de 6 em 6 horas e que teria que retorna ao consultório de 20 em 20 dias. Então ao sair do consultório fomos comprar essa ferramenta. E no dia 05/02/13 voltamos para Imperatriz.
Já no dia 03/03/13 fomos novamente para  Teresina, para o retorno com médico. Os procedimentos entram sempre os mesmo batia o raio x e levava para ele para saber como estava o crescimento do osso.

osso já estava quase encostando no outro

 No dia 08/04/13 viajamos para Teresina de novo, essa já foi a 8ª viagem. O carro já sabia o caminho rsrsrsrrs. Fui ao médico ele disse que minha recuperação estava indo muito bem. E assim retornamos para nossa cidade.

O mês de maio foi um mês muito triste. Pois no dia 22/05/13  minha avó mãe do meu pai( mãezinha)   faleceu. Aff foi dias muito difícil para toda a família e amigos. Todos os parentes vieram para o velório que aconteceu lá em casa. No dia 27/05/13 eu tinha retorno com médico, então viajei dia 26/05/13 com minha tia Elaine e minha madrinha, pois minha mãe ficou com meu pai. Quando estávamos chegando em Teresina aconteceu um acidente conosco. Minha tia foi ultrapassar um caminhão e no momento ele jogou o caminhão para cima do nosso carro. Na hora eu estava dormindo, acordei e vi que estávamos do lado do caminhão e minha tia tentando controlar o carro que ficou desgovernado. Até que ela consegui entrar num posto de gasolina. Entramos com apenas 2 pneus, pois os outros dois tinha secado. Logo uns rapazes do posto foram nós ajudar levando água e perguntar como estávamos. Graças a Deus não aconteceu nada com a gente, foi apenas a traseira do carro que triscou no caminhão e ficou desgovernado. Foi um susto muito grande pense. A tia Elaine colocou o carro para arrumar os pneus e depois seguimos nossa viagem. 
No dia seguinte fui ao médico e ele olhou o raio x disse que o osso já estava quase no ponto de parar de regular. E que eu teria que retornar lá dia 10/06/13. 

terça-feira, 29 de abril de 2014

Oitava cirurgia


Depois que liberou o joelho o DR Alciomar disse que poderia fazer fisioterapia, para movimentar o joelho. Comecei as fisioterapias com DR Wallace, que apesar das dores que sinto, o bom humor e a alegria do Wallace fazem a gente esquecer por uns minutos, rsrsrsrrs. Fiz poucas sessões de fisioterapia. Pois no dia 13/01/13 viajei para Teresina com minha tia Elaine e meus primos Emídio e Luís Felipe e minha mãe. Minha tia levou meus primos para se consultarem. Sempre quando a gente chega lá se hospeda na casa do Manoelzinho, que por sinal nesse mês tinha mais gente que nas outras vezes. Mais foi muito divertido, pois são pessoas maravilhosas e alegres! No dia 14/01/13 eu, meus primos, minha tia e minha mãe fomos para o hospital São Marcos.
primo Luís Felipe 

mãe, primo Emídio e minha tia Elaine
 Chegando lá, eu fui me consultar com o ortopedista DR Vinícius  que é o mesmo ortopedista do meu primo Emídio. Quando ele viu minha perna disse que eu teria que usar o ilizarov( a famosa gaiola). E que essa cirurgia seria muito complicada, pois a pele é muito sensível. Então me internei dia 16/01/13 e minha cirurgia foi dia 17/01/13  O DR Vinícius disse que teria que colocar os ferros até no fêmur, para mim não ficar sentido dor, pois o joelho não tinha firmeza ainda. E que ele ia fazer a cirurgia com o DR Ricardo ortopedista especialista em Ilizarov.

foto no apartamento,ao sair do centro cirúrgico. Meu segundo ilizarov 
raio x ao sair da sala de cirurgia


O médico me deu alta no dia 20/01/13, mais eu teria que ir todos os dias ao hospital fazer os curativos e para ele dá uma olhada na perna, porque a pele é muito sensível, e ele estava com medo de necrosar. E minha cirurgia foi muito complicada porque ao abrirem a perna viram que os 4cm de osso que passou mais de um mês exposto estava morto, e tiveram que tirar, então perdi ao todo 7cm de osso, pois já tinha perdido 3 cm no acidente. E colocaram o ilizarov para recuperar. Enquanto isso meus primos também fizeram cirurgia. O Emídio fez no braço direito, e o Luís Felipe foi no pé esquerdo. No dia 25/01/13 quando fui ao hospital pedi ao médico para mim liberar para ir embora para minha cidade Imperatriz, pois os curativos eu mesma sabia fazer. Acabei pegando a prática. Ai o DR liberou com uma condição eu teria que voltar dia 04/02/13 para tirar os pontos. 

chegamos assim em casa. Todos operados rsrsrsrrs
Eu estava morrendo de vontade de ir para minha casa, pois meu aniversário é dia 27/01 e eu queria passar em casa com minha família e amigos. Então retornamos para Imperatriz dia 25/01/13. E no dia 27/01/13 minha mãe fez um almoço para comemorar meu aniversário, momento muito feliz da minha vida.



segunda-feira, 28 de abril de 2014

Sétima cirurgia


O primeiro ilizarov que usei sentia dores terríveis, às vezes os ferros inflamava e  quase todos os dias tomava remédio, sem contar que pesava bastante e acabava apertando minha batata da perna que estava totalmente exposta.  Como já falei ainda não tinha muletas, então no dia 21/10/12  minha mãe comprou minha muletas e quando ela chegou em casa que vi aquela muleta rosa fiquei muito feliz, assim poderia andar sem precisar da ajuda das pessoas.

meu nosso acessório..... rsrsrsrs ( aqui ainda estava com os ferros no fêmur)

Como o ortopedista de Imperatriz disse que teria que fazer uma cirurgia, para tirar o ferro do fêmur para liberar o joelho. Portanto no dia 22/10/12 viajamos para Teresina e no dia seguinte fui me consultar com ortopedista DR Alciomar, que por sinal disse a que faria a cirurgia. Então no dia 23/10/12 foi feita a sétima cirurgia para retirar o ferro do fêmur. Meu joelho ficou doendo muito, sentia dores praticamente todos os dias. Foi dias terríveis!  Mais graças a Deus superei!
No dia 24/10/12 retornamos para nossa cidade  Imperatriz.


nesta foto já estou sem os ferros no fêmur,  mais a pele tava irritada, pois é muito sensível.



domingo, 27 de abril de 2014

Sexta cirurgia

Como já falei no post anterior, cheguei em casa dia 17/08/12, fui dormir  pois estava super cansada. Sempre que eu chegava de viagem os amigos e familiares vinham me visitar, saber como estava, isso foi muito bom para minha recuperação. Outra coisa que me ajudou muito foi  a alegria dos meus pimpolhos João Vitor e Laryssa, eles sempre mim  fazendo  sorrir. Então passei uma semana em casa e no dia 23/08/12 viajamos para Teresina novamente. No dia 24/08/12 fui ao consultório do DR Fernando que olhou a perna e disse que a cirurgia seria no dia 27/08/12 na segunda feira. Nesta cirurgia o DR Fernando disse que teria que colocar músculo em cima do osso, porque na cirurgia que o  DR Gilberto tinha feito ele colocou pele  em cima do osso, e pele não vinga em cima de osso, teria que colocar músculo. Então  o DR Fernando abriu a parte de trás da perna e tirou um músculo e colocou em cima do osso. A anestesia foi a rack, o bom do hospital são Marcos é que ao sair da sala de cirurgia você vai para a sala de recuperação e lá colocam um aquecedor para você não ficar com frio por causa da anestesia, e só retorna para o apartamento quando passar o efeito da anestesia. Não vou colocar foto do enxerto porque é muito forte.
Portanto dia 31/08/12 voltamos para nossa cidade Imperatriz. E tendo que fazer  os curativos todos os dias. Quem ficava comigo em casa era o Jefferson meu irmão, mais a universidade que ele estudava já tinha começado as aulas, então fiquei uns dias sozinha, mais logo a Dona Maria amiga e cliente do meu pai, foi trabalhar lá em casa, e cuidava muito bem de mim, sempre me dando bastante comida, rsrsrsrsr algumas pessoas da família sabem como ela é, rsrsrsrs.
No dia 17/09/12 fui no Dr Jean o ortopedista que fez minha primeira cirurgia em Imperatriz, ele olhou a perna e gostou porque o músculo tinha cobrido muito bem o osso. Então ele disse que a próxima cirurgia seria tirar o ferro que estava no fêmur para liberar o joelho e deixaria os ferros somente abaixo do joelho. Mais achamos muito caro a cirurgia e como já estava fazendo tratamento  em Teresina resolvemos procurar um ortopedista por lá mesmo.
Há e lembrando que tive que renovar todo o meu guarda roupa, porque eu usava  bastante short e calça jeans antes do acidente, e depois tive que usar somente vestidos, por causa dos ferros.
Dia 24/09/12 viajamos para Teresina,  e no dia seguinte fui ao consultório do Dr Fernando para ele  olhar a perna e tirar os pontos. E no dia 26/09/12 retornamos para nossa cidade Imperatriz. 

sábado, 26 de abril de 2014

Quinta cirurgia

Saímos de Imperatriz dia 13/08/12 às 3:00 horas da tarde, e chegamos em Teresina 1:00 hora da manhã. Fui no carro da minha tia Elaine ( minha motorista particular AMO rsrsrsrs),juntamente com minha mãe, meu irmão e a tia Alessandra que iria fazer uns exames de rotina. Ao chegamos em Teresina fomos direto para uma pensão perto do hospital São Marcos. Ao amanhecer meu irmão e minha mãe foram ao hospital procurar um medico e marcar uma consulta pra mim. Já minha tia Elaine e a tia Alessandra foram se consultar. Então minha mãe marcou uma consulta com DR Fernando cirurgião plástico, pois minha perna estava necrosa e o osso exposto.
Quando entrei no consultório do DR Fernando, eu contei toda o procedimento da perna para ele, sendo assim ele desenrolou a  perna e olhou, quando viu ficou assustado. E no primeiro momento ele reclamou ( pois iria pegar uma perna já mexida né), reclamou também porque deixei a perna ficar esse tempo todo necrosada e com o osso descoberto. Sendo assim a gente conversou com ele, e dissemos  que estávamos ali precisando de um médico que nos ajudasse pois estava desesperada. Então ele disse para gente voltar para nossa cidade e procurar o medico que inicio o procedimento, ou ligar para ele para saber o que ele poderia fazer.
Ao saímos do consultório a tia Elaine foi me pegar, e fomos para a pensão. Chegando lá nem descemos do carro contamos para a tia como tinha sido a consulta. Ai a mãe decidiu ligar para o DR Gilberto de Imperatriz, e disse que a gente estava em Teresina, que tínhamos ido atrás de outro médico pedir  opinião. O DR Gilberto não gostou e foi duro com minha mãe, dizendo que a gente estava duvidando da capacidade dele, e que agora se quiser consultar com ele teria que ir ao consultório dele. E minha mãe no telefone chorando e pedindo desculpa pra ele, que ele pudesse compreender nossa situação. Depois de decide que iriamos voltar para Imperatriz, minha mãe resolveu ligar para meu pai avisar. Ele não gostou nem um pouco da ideia, e perguntou para minha mãe se a gente tinha ido para Teresina só saber se o médico daqui estava fazendo certo ou fomos para resolver o problema. E disse que não era para a gente voltar, e que eu iria fazer tratamento  em Teresina.
Assim minha mãe ligou imediatamente para o DR Fernando, ele disse que faria a cirurgia do debridamento  no dia seguinte( dia 15/08/12 à tarde). Que minha mãe poderia ir no hospital acertar os custos. E assim minha mãe fez. Neste mesmo dia a Waldeany( minha prima) ligou para minha mãe dizendo que o cunhado dela tinha uma casa em Teresina e que a gente podia ficar lá. Essa casa é do Manoelzinho (também conhecido da mãe). Como a cirurgia era simples, a anestesia foi inalada somente para dormir e não sentir dor, assim quando sai do centro cirúrgico já pude ir para casa. Então minha tia Elaine foi me pegar no hospital  e fomos para a casa do Manoelzinho. Chegando lá, ela deixou eu e a mãe,  e quem nos recebeu na casa foi o Tancredo (primo do Manoelzinho ) que também estava a tratamento de saúde. Sendo assim  meu irmão desceu nossas malas e me levou para o quarto, pois não tinha muleta. Quando ele me deixou no quarto e me deu tchau e saiu, eu fiquei  desesperada chorando, sem saber como iria andar sem a ajuda dele, e também triste por ficar naquela cidade sozinha com minha mãe. Então minha mãe chegou no quarto e me acalmou. E assim eles  voltaram pra Imperatriz por volta das 6 horas da tarde.
Neste dia a noite, eu e minha mãe ficamos pensando em voltar para Imperatriz também, pois meu retorno ao medico seria só dia 23/08/12. E como ela tinha as coisas do serviço dela e também para ficar esses dias todos em Teresina sem fazer nada. Portanto ligamos para meu pai e ele estava jogado baralho com os amigos, e minha mãe disse que queria uma pessoa para ir nos pegar em Teresina, logo ela escutou a voz do Martinez e pediu para falar com ele. Minha mãe pediu para ele ir pegar a gente ele disse que iria no outro dia. Pois na quinta dia 16/08/12 umas 5 horas da tarde, ele chegou em Teresina e nós já estávamos prontas para ir embora. Chegamos a Imperatriz dia 17/08/12 às 3 horas da madrugada. E para completar não tinha energia em casa e para subir a escada foi uma luta pense.
Por hoje é só! Mais quero colocar meu blog em dia. Rsrsrsr


sexta-feira, 25 de abril de 2014

Saída do hospital!!!!

           Dando continuidade a minha recuperação.  Portanto como meu acidente foi dia 01/07/12, só sai do hospital dia 27 numa sexta feira( passei 27 internada). Neste dia   o DR Jean e Dr Gilberto apareceram  e me deram alta mais enfermeiras vieram fazer o curativo antes deu ir embora, fiquei desesperada, porque não queria ir embora, achava que em casa seria pior, e quem iria fazer meus curativos?  Lembro  que minha prima Raymara estava comigo na hora que as enfermeiras chegaram para fazer o curativo, e como ela não gosta de ver essas coisas, rsrsrsrs saiu do apartamento e minha mãe chegou com as coisas pra mim levar para casa. Sendo assim, logo fui para casa. Na casa que minha mãe morava era no terceiro andar( meus pais moravam com minha avó Luíza), portanto tinha que subir varias escadas, e não tinha nem moleta nem andador. Então quem me ajudou foi meu pai, meu esposo e meu irmão, ainda bem que sou baixinha e magra, rsrsrsrs. E na casa só tinha dois quartos forrados, o da minha mãe e da minha avó( conhecida como mãezinha), como meu avó (paizinho) mora na chácara em Davinópolis, a mãezinha cedeu o quarto dela pra mim. Então meu esposo teve que arrumar o quarto para colocar nossas coisas e colocar central de ar. Depois ele trouxe todas as nossas coisas de onde morávamos para a casa da mãezinha. Ficou apertado mais era o jeito.
          Quem fazia os curativos todos os dias era minha prima Heenny ( formada em enfermagem), e minha mãe também ( duas enfermeiras particular srsrrsrsrs) . Ela me ajudou e tem ajudado bastante. Pois foi com ela que tive coragem de ver a perna, porque me incentivava, dizendo que tava bonitinho rsrsrsr que não tinha nada eu ver e talz. Assim tive coragem de ver a perna. Mais fui um susto quando à vi. 

Esta foto foi do enxerto" retalho", que o Dr tirou a batata e colocou em cima do osso que estava descoberto.

Gente como vocês estão vendo essa parte de baixo esta na carne viva, e para fazer o curativo era muita luta para não doer, porque as gases pregava na ferida, pois o peso dos ferros apetava bastante, para aliviar a babata da perna comecei apoiar o calcanhar que também não aguentou e criou calo. Foi um momento muito difícil.
Pois bem, este lado da perna esta melhor que o outro, porque do outro lado o osso que o Dr tentou cobrir já estava necrosado, e aparecendo o osso novamente. O DR Gilberto ainda foi lá em casa 3 vezes dava uma olhada em mim. Mais na segunda visita dele, ele disse que teria que fazer um debridamento mais faria lá em casa mesmo, uns dois dias depois ele mandou a secretaria dele ir la fazer esse debridamento. Quando ela começou logo foi com força e começou a sangrar, ai minha prima Heenny chegou bem na hora e ela mesmo foi tentando fazer o debridamento, mais não tinha como porque teria que ser no centro cirúrgico pois doía muito. Assim ela não conseguiu fazer quase nada. 
Então o Dr Gilberto foi fazer a terceira visita la em casa( numa sexta feira  a tarde) e disse que teria que fazer outra cirurgia, então perguntei a ele o que iria fazer nesta próxima cirurgia, ele simplesmente fechou os olhos( como acostumava fazer para conversar) e demorou um pouco abriu os olhos e disse que não sei se faz assim, vou ver como fazer! Quando ele saiu lá de casa me deu uma crise de choro desesperador, minha mãe meu pai e meu esposo ficaram sem saber o que fazer. Eu dizia que não queria mais ver aquele médico na minha frente que não iria mais fazer cirurgia com ele. E a mãezinha(avó), e meu pai sempre queriam que eu fizesse tratamento em Teresina PI. Então a mãe ligou para minha tia Elaine e pediu para ela passar lá em casa. Quando foi umas 11 horas da noite meu tio Nivaldo( irmão da mãe) e sua esposa a tia Elaine, o tio Anísio( irmão da mãe) e sua esposa a tia Alessandra chegaram lá em casa. Ai eu contei para eles o que não estava sentindo segurança em fazer a cirurgia, que estava sentido uma coisa esquisita, e não sabia o que era. Acho que foi um aviso de Deus para minha vida. Acho não tenho certeza. Então minha tia Elaine disse para a gente se organizar, pois já era dia 10/08/12.  E que a gente ia viajar na segunda feira dia 13/08/12.
Depois continuarei....

Quarta cirurgia (enxerto)

          Pois bem, depois da terceira cirurgia o próximo passo foi a cirurgia plástica de reconstrução. Portanto ficou 4 cm de osso exposto( fora o 3cm que perdi no acidente), e não poderia passar muito tempo porque poderia morrer o osso. Na cidade tinha um cirurgião muito bom de reconstrução mais ele tinha falecido 2 meses antes do meu acidente. Então o único que tinha na cidade era o Dr Gilberto. Portanto ele foi ao hospital ver minha perna, e disse que seria necessária uma cirurgia plástica de reconstrução para cobrir o osso que estava exposto.  Sendo assim a quarta cirurgia ficou marcada para o dia 19/07/12.

          Então fui novamente para o centro cirúrgico, dessa vez estava nervosa. Nesta cirurgia o Dr Gilberto tirou a batata da perna e colocou para cima, para cobrir o osso.  Apesar de ter sido uma cirurgia demorada, graças a Deus ocorreu tudo bem. Então depois da cirurgia voltei ao apartamento, onde a minha mãe esperava ansiosa. Há é bom lembrar que sempre que saia da sala de cirurgia ficava morrendo de frio devido à anestesia rack. Assim continuou os curativos todos os dias. E também todos os dias o Dr Jean e Dr Gilberto iam me ver para saber como eu estava. Alguns dias depois, o Dr Gilberto foi fazer o curativo, neste dia o apartamento estava lotado com a minha mãe meu irmão, a enfermeira a técnica de enfermagem, todos para mim ajudarem. Neste dia o Dr Gilberto furava pele onde ele cobriu o osso, pois não tinha circulação e a pele estava morrendo (necrosando). Lembro que perguntei ao Dr Gilberto se eu ainda corria risco de perder a perna.  Ele me respondeu que todo mundo corre o risco de perder a perna. Sendo assim fiquei sem palavras. E logo ele saiu e as enfermeiras ficaram terminando o curativo. Eu simplesmente comecei a chorar. Porque fiquei muito triste pela resposta, pois queria saber da minha perna que já estava naquela situação. E neste momento todos começaram a chorar comigo. Aff, foi um momento muito triste pra mim.

Por hoje é só! Logo postarei mais.....

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Minha Terceira Cirurgia


            No dia  10/07/12, tive que fazer  outro debridamento, pois onde o caminhão bateu na minha perna estava enferrujado.  Então o DR Jean disse que tinha que limpar onde tinha necrose. Sei que a anestesia foi só sedativa para dormir  e não sentir dor. Eu não sei explicar muito bem, pois como já falei não olhava a perna para saber com estava, porque tinha medo. E graças a Deus estava indo tudo bem.
Até o próximo post!!!!! 

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Minha segunda cirurgia

Olá, continuação da minha recuperação....

Quando eu cheguei ao hospital São Rafael, os amigos e familiares começaram a me visitar. Devido ao fluxo de  pessoas, o médico pediu para  minha mãe suspender as visitar pois eu estava muito vulnerável a infecção. Então passei uma semana sem receber visitas. Como eu fiquei internada durante  27 dias no hospital, tivemos que alternar as pessoas para ficarem comigo. Então sempre quem dormia comigo era minha mãe, ou meu pai, ou meu esposo, ou minha tia Elaine, ou minha madrinha. Já durante o dia quem ficava era meu irmão, porque a universidade que ele estudava estava em greve.  Minha mãe logo teve que trancar minha faculdade, pois não tinha como voltar estudar, pois o Dr Gean(ortopedista) me deu atestado médico de 6 meses.
Foto tirada no terceiro dia depois do acidente.


Então como eu estava com o ilizarov e não podia me levantar da cama, passei 15 dias   no famoso banho de gato. E todos os dias quando as  enfermeiras chegavam para fazer o curativo, era um tormento pra mim, pois doía bastante. E eu só deixava fazer curativo se minha mãe estivesse do meu lado, porque  eu simplesmente colocava um pano no meu rosto, segurava na mão da minha mãe e começava a chorar. Às vezes no momento em que a enfermeira chegava para fazer o curativo, e minha mãe estava pro serviço eu ligava pra ela vim urgente, então ela saia correndo até o hospital para  me acompanhar nos curativos. Graças a Deus ela trabalha junto com meu pai numa loja de materiais para construção, que por sinal é perto do hospital.



Então no dia 04/07/12 tive que fazer uma cirurgia de debridamento ( O debridamento é a remoção do tecido desvitalizado presente na ferida. Seu objetivo é promover a limpeza da ferida, deixando-a em condições adequadas para cicatrizar, bem como reduzir o conteúdo bacteriano, impedindo a proliferação do mesmo e ainda preparar a ferida seja para a intervenção cirúrgica ou para a cicatrização propriamente dita. Graças a Deus ocorreu tudo bem. ( não lembro muito os detalhes).

terça-feira, 15 de abril de 2014

Minha primeira cirurgia!!!

Olá,
Continuação sobre o meu acidente.
Pois bem, quando eu e Roberto estávamos voltando de Davinópolis,  por volta de 17:00 horas do dia 01/07/12, estávamos na BR 010, e havia tido um acidente na ponte do rio cacau. E  a nossa via da BR estava congestionada, ai fomos pelo acostamento igual as outras motos. Só que no momento em que a gente estava passando um caminhão que estava na nossa via do congestionamento deu passagem para o caminhão do lixo que tinha terminado de fazer a rotatória e não quis fazer  o retorno para entregar na garagem da empresa. Então o caminhão de lixo atravessou a BR colidindo com nós que estávamos  de moto.  E nós caímos na piçarra numa decida em frente à empresa de lixo. Ao cair eu me lembro de que sai bolando, e minha mão passou na perna e sujou de sangue, quando vi estava deitada no chão logo meu esposo veio ao meu encontro e viu que tinha sido grave o acidente. Eu fiquei  assustada, sei lá, quando o Roberto chegou perto de mim segurou na minha mão  e perguntou se eu estava sentindo dor, nos 3 primeiros minutos não. Então ele pegou meu pé e desemborcou, pegou umas mangas de braço( para na pegar sol) e amarrou na perna para não perder tanto sangue. E logo uma mulher chegou e disse pro Roberto ligar pra minha mãe que ela ligaria para o SAMU ( enquanto isso multou de gente ao redor).  E no momento Roberto ficou desesperado  e não encontrava o telefone da mãe no celular. Até que eu falei o número do celular do pai. Assim ele falou com meu pai e avisou que tíamos sofrido um acidente e falou o local. O pai chamou minha mãe que estava tomando banho e saíram desesperado, passaram na casa do meu tio Erisvaldo( irmão da minha mãe) que morava ao lado. Ele ligou pro meus outros tios avisando.  Sei que minha mãe chegou na mesma hora que a  ambulância. Logo depois chegou  meu irmão, minha cunhada, meu tio Erisvaldo com sua esposa. Eu já estava morrendo de dor, achava que não ia aguentar. Quando o medico do SAMU começou os primeiro socorros, e me colocaram na maca, quase morri de dor, eu gritava horrores, e quando eles estavam me colocando dentro da ambulância minha mãe triscou no meu pé e eu pedi para não fazer cocegas no meu pé. Assim ela ficou tranquila, pois viu que eu estava sentido meu pé. Então eles me levaram para o hospital socorrão, e minha mãe o tempo todo do meu lado,  quando cheguei lá, bateram o raio X, enquanto esperava ser atendida pelo medico, minha tia Rosilene e a tia Elaine vieram me ver ( não lembro se veio outra pessoa), sei que  enquanto elas conversava comigo, começaram a tirar minha aliança, meu cordão, meus brincos e a tornozeleira. Eu me tremia tanto por causa da dor. Levaram-me para a sala de cirurgia e lá uma enfermeira  teve que cortar toda a minha roupa, porque não aguentava tirar. Então vi que a sala de cirurgia estava  com médico, enfermeiros. Ai eu perguntei quem era o médico e ele disse sou eu, e no momento de tanta dor pedi a ele que me ajudasse pelo amor de Deus, ele disse que só se eu fizesse  por onde, então perguntei como posso ajudar?  Ele me respondeu com tom ignorante, é só não andar em diacho de moto. Então fiquei calada  e lembrei do amigo da minha prima Raymara, pois ele não tem uma perna, mais lembrei o quanto ele é alegre, e ao mesmo tempo pensei se eu perder minha perna quero ser feliz como aquele rapaz. Logo anestesista me aplicou a anestesia e eu  dormir. E minha mãe disse que o medico chamou ela para dentro do centro cirúrgico e disse que não tinha como salvar a perna e que precisaria da autorização dela para amputar. E no desespero  minha mãe falou com um  rapaz que estava no centro cirúrgico e perguntou para ele o que ele faria se fosse filha dele, ele disse que  procuraria outro médico. Então minha mãe foi falar com meu pai e minha tia Elaine, eles não aceitaram amputar.  Ai minha outra tia Maria falou com a mãe e disse que o irmão dela ( que é compadre dos meus pais) conhecia um ortopedista, então ligaram para ele e ele entrou em contato com DR Gean, que apareceu com 20 minutos depois. Enquanto isso na frente do hospital estavam todos os meus familiares e amigos. (agradeço a todos pelo carinho). Então o Dr Gean entrou  no centro cirúrgico e me olhou e viu que era muito grave mesmo e avisou meus pais que iria fazer de tudo para salvar minha perna e que só amputaria em último caso. Além da fratura ter sido exposta o que complicou mais foi porque onde o caminhão bateu estava enferrujado, porém rasgou toda a pele, os músculos, e 3 cm de osso. Quando sai do centro cirúrgico por volta de 11 horas da noite, estava usando o ilizarov e  o medico falou com minha mãe disse que era bom me levar para um hospital particular. ( detalhe não tenho plano de saúde). Só conseguiram me transferir para o hospital particular São Rafael, na segunda-feira  dia 02/07/12 à tardinha. 

primeiro raio x da perna esquerda
Por hoje é só!!! Depois colocarei foto e  postarei mais.....

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Minha vida antes do acidente!

Olá queridos,
Agora vou começar a contar sobre minha trajetória antes e depois do acidente.
Pois como já falei meu nome é Jessyka, tenho 24 anos, sou casada com Roberto, (ainda não temos filhos). Antes do acidente eu trabalhava como operadora de caixa, fazia faculdade de ciências econômicas, tinha uma vida normal, apesar da correira que eu tinha de conciliar casa, marido, trabalho e faculdade (já estava de recesso da faculdade). Como a correira durante a semana era tanta, que nos finais de semana costumava sair com meu esposo pra passear na casa de familiares e amigos.
No dia 31/06/12 foi um dia de sábado, e eu trabalhei ate 1 hora da tarde, depois fui pra casa e meu esposo foi umas 4 horas da tarde quando saiu do serviço. Então neste dia não saímos, resolvemos ficar em casa mesmo. Fui fazer a janta e meu esposo como de costume ligou o som e começou tomar uma cerveja e fomos jogar baralho, dominó, e depois fomos dormir.
Pela manhã do dia 01/07/12 ao acordamos tomamos café e ficamos assistindo a  luta do ufc. Logo o telefone do Roberto tocou era o Alex meu primo ( os pais dele são meus padrinhos), chamando a gente pra almoçar na casa dele. Aceitamos o convite, não poderíamos recursar uma galinha caipira né!rsrsrsrs
Então fomos pra casa da madrinha de moto( nosso único transporte) que por sinal era perto da nossa casa. Ficamos la um bom tempo, almoçamos, conversamos e talz. Depois resolvemos ir embora. Ao sairmos da casa da madrinha, Roberto perguntou pra mim se eu queria ir pra casa dormir um pouco ou se queria ir na casa de nosso compadre Tecy e Iracélia, eu preferi ir la ver eles e nossa afilhada Letícia. Quando chegamos la ficamos conversando e comendo manga com sal. Então já era 4 horas da tarde e o Roberto chamou pra gente ir em Davinópolis que fica uns 10 km de Imperatriz. Ele queria ir la porque o pai, a irmã e o irmão dele morava lá. E também porque a Iracélia nossa comadre iria levar o pai dele na segunda feira pra fazer uns exames porque ele tem um problema no olho. Então o Roberto ficou me chamando pra ir com ele e talz porque queria pegar a identidade do pai dele e entregar logo pra Iracélia. E eu estava na duvida ai a Iracelia disse menina fica aqui com nós ai quando ele voltar ele te pega aqui. Só q já estava perto da hora de irmos pra missa que seria as 18:00 horas. Então eu pensei vou com ele, porque se ele for sozinho vai demorar e não chegará a tempo de irmos pra missa.  Então fomos de moto nós dois, quando chegamos na casa do pai dele, só estava o irmão Raimundo, e disse que o pai estava na chácara ( mais era perto, essa chacará é da minha avó paterna, que por sinal o pai dele é irmão da minha avó, isso ja é outra história). Portanto o Roberto me deixou na casa do pai dele e foi na chácara pegar o pai dele, no caminho ele viu meu pai e minha mãe indo para casa eles pararam e perguntaram para o Roberto onde eu estava ele disse e segui ruma a chácara. Chegou lá pegou seu pai e levou pra casa. Ai o pai dele pegou a identidade que o Roberto pediu, e quando estávamos voltando para casa aconteceu o acidente. Que irei contar no próximo postagem!!!
Aguardem!!!

domingo, 13 de abril de 2014

Sejam Bem Vindos!!

Nunca pensei em fazer um blog, mais decidi fazer porque minha tia Lígia conversando comigo disse que deveria fazer pra trocar experiência e dar exemplo de fé e esperança para as pessoas. Pois aqui vou contar minha história que só as pessoas mais próximas e familiares conhecem! Sejam Bem Vindos!!!!