Ao chegar ao hospital Socorrão, me colocaram na maca, e
todas as pessoas do hospital que chegava perto de mim para ajudar, eu contava a
historia da perna, que já tinha tirado o aparelho ilizarov. E minha mãe menina
não precisa contar pra todos, tem paciência. Mais juntava o desespero com a
dor, que eu ficava impaciente. Então fiquei uns 20 minutos esperando para
entrar na sala do raio x, e enquanto isso liguei para o fisioterapeuta e falei
o que tinha acontecido, ele perguntou qual era o ortopedista de plantão, eu
disse que era o DR Alfredo, ele disse que era melhor eu ir para Teresina o mais
rápido possível. Logo meus tios e minhas tias, meus primos e a minha prima
Raymara chegaram ao hospital. Quando a Raymara me viu se desabou a chorar, porque ela estava se sentindo culpada, mais
eu olhei para ela e disse menina deixa de ser besta, lógico que isso não foi
culpa sua. Pois se aconteceu era porque tinha que acontecer. Depois do meu
acidente, aprendi que é melhor ter esperança e pensar positivo, do que ficar
pensando no “se” não tivesse acontecido eu poderia estar assim. Acho que isso
frustra mais a pessoa e acaba sofrendo com a realidade.
Pois bem, dando continuidade, bati o raio x e levei ao
médico Alfredo. Quando ele olhou o raio x disse que estava quebrado, (eu fiquei
pensando com certeza né, porque se não tivesse não estaria ali). O DR nem olhou
pra mim, muito menos para minha perna. Só começou a prescrever a injeção que eu
tinha que tomar e o remédio. E disse que era pra eu ir para sala de gesso, e
depois de 2 semana eu procurar meu médico. Ai eu falei para ele que já estava com a tala
de gesso, então ele disse que só era tomar a injeção, comprar o remédio e ir
para casa. Fui tomar a injeção e depois fui para casa. O Roberto passou na
farmácia e comprou o remédio. Quando cheguei em casa nem fui para meu quarto,
porque tinha que subir as escadas, e eu não aguentava nem andar de muleta. A
minha mãe colocou uns colchões na sala do lado da escada. E dali não saia pra
nada, pois a doer era muito grande. Quando cheguei do hospital fiquei
conversando pelo whatssap com DR Ricardo de Teresina ( graças a Deus um médico
atualizadíssimo). Mandei foto do raio x, ele disse que teria que colocar
novamente o ilizarov. E que essa cirurgia é muito cara, que eu poderia fazer
aqui mesmo na minha cidade pelo SUS. Mais não tinha nem como eu fazer aqui,
porque primeiro que eu não tenho confiança, segundo que pelo SUS não faz e
terceiro que particular fica muito mais caro que fazer em Teresina. Então ele
disse que só estaria em Teresina Quarta feira pela manhã. Ai ele perguntou se
eu estava sentido muita dor eu disse que sim. Então ele passou o remédio PACO,
e como minha prima trabalha no posto de saúde conseguiu a receita pra mim. De
domingo para segunda não conseguimos dormir nada, nem minha mãe nem meu pai,
nem o Roberto. Quando foi na segunda o Roberto e meu pai foram trabalhar e
minha mãe ficou comigo. Foi uma manha de visitas, os amigos e familiares vieram
saber como eu estava. Eu não saia da cama para nada, porque não conseguia de
tanta dor. Ai segunda feira conversei com o DR Ricardo novamente e eu disse que
estava indo para Teresina terça feira e que na quarta estaria no consultório
dele. Ele disse que estava com dificuldade de se conectar com os hospitais para
saber onde a cirurgia ficava mais barata. Quando foi a tarde minha mãe também
foi trabalhar. Eu fiquei em casa com tudo ao meu redor, celular, água, fruta, e
uma aparadeira, rsrsrsrs para qualquer necessidade.
E no dia 01/04/14 pegamos a estrada cedinho rumo a Teresina
novamente. Eu, minha mãe e minha tia
Elaine, companheiras de viagem rsrsrsrs, graças a Deus não sentir dor na viagem, mais também com tanto remédio que eu estava tomando. Quando paramos em Santa Inês para almoçar,
recebi uma mensagem do DR Ricardo, dizendo que minha cirurgia estava marcada
para quarta feira dia 02/04/14 à tarde no hospital COT, que era só chegar lá e
acertar com a secretaria. Eu fiquei muito feliz, pois não precisaria ir para o
consultório dele porque ele já tinha marcado minha cirurgia. Assim fizemos,
chegamos em Teresina fomos direto para o Hospital COT ( centro ortopédico de
Teresina). Conversamos com a secretaria
e ela disse que eu precisaria tirar o
sangue, fui na enfermeira, quer dizer técnica de enfermagem. Primeiro o homem
que estava lá pegou meus documentos e passou meia hora para fazer minha ficha.
Depois a técnica de enfermagem veio tirar meu sangue me furou 5 vezes, e não
conseguia coletar o sangue, sendo que o sangue derramava e ela colocava
algodão. Fiquei de 19:00 horas até 20:30 e nada de conseguir coletar o sangue e
minha veias já estava inchada e roxa. Ai minha tia Elaine não aguentou e disse
para a enfermeira que não tinha condição, me furar desse tanto para coletar
sangue. Como a enfermeira tinha
conseguido coletar um centímetro de sangue, minha tia disse que seria o
suficiente, e que a gente não podia esperar mais.
Então fomos para a casa do Manoelzinho, que é onde sempre a
gente fica quando vai para Teresina. Pois a cirurgia seria no dia seguinte.
Nenhum comentário:
Postar um comentário