segunda-feira, 5 de maio de 2014

13ª Viagem para Teresina


Ao chegar ao hospital Socorrão, me colocaram na maca, e todas as pessoas do hospital que chegava perto de mim para ajudar, eu contava a historia da perna, que já tinha tirado o aparelho ilizarov. E minha mãe menina não precisa contar pra todos, tem paciência. Mais juntava o desespero com a dor, que eu ficava impaciente. Então fiquei uns 20 minutos esperando para entrar na sala do raio x, e enquanto isso liguei para o fisioterapeuta e falei o que tinha acontecido, ele perguntou qual era o ortopedista de plantão, eu disse que era o DR Alfredo, ele disse que era melhor eu ir para Teresina o mais rápido possível. Logo meus tios e minhas tias, meus primos e a minha prima Raymara chegaram ao hospital. Quando a Raymara me viu se desabou a chorar,  porque ela estava se sentindo culpada, mais eu olhei para ela e disse menina deixa de ser besta, lógico que isso não foi culpa sua. Pois se aconteceu era porque tinha que acontecer. Depois do meu acidente, aprendi que é melhor ter esperança e pensar positivo, do que ficar pensando no “se” não tivesse acontecido eu poderia estar assim. Acho que isso frustra mais a pessoa e acaba sofrendo com a realidade.
Pois bem, dando continuidade, bati o raio x e levei ao médico Alfredo. Quando ele olhou o raio x disse que estava quebrado, (eu fiquei pensando com certeza né, porque se não tivesse não estaria ali). O DR nem olhou pra mim, muito menos para minha perna. Só começou a prescrever a injeção que eu tinha que tomar e o remédio. E disse que era pra eu ir para sala de gesso, e depois de 2 semana eu procurar meu médico.  Ai eu falei para ele que já estava com a tala de gesso, então ele disse que só era tomar a injeção, comprar o remédio e ir para casa. Fui tomar a injeção e depois fui para casa. O Roberto passou na farmácia e comprou o remédio. Quando cheguei em casa nem fui para meu quarto, porque tinha que subir as escadas, e eu não aguentava nem andar de muleta. A minha mãe colocou uns colchões na sala do lado da escada. E dali não saia pra nada, pois a doer era muito grande. Quando cheguei do hospital fiquei conversando pelo whatssap com DR Ricardo de Teresina ( graças a Deus um médico atualizadíssimo). Mandei foto do raio x, ele disse que teria que colocar novamente o ilizarov. E que essa cirurgia é muito cara, que eu poderia fazer aqui mesmo na minha cidade pelo SUS. Mais não tinha nem como eu fazer aqui, porque primeiro que eu não tenho confiança, segundo que pelo SUS não faz e terceiro que particular fica muito mais caro que fazer em Teresina. Então ele disse que só estaria em Teresina Quarta feira pela manhã. Ai ele perguntou se eu estava sentido muita dor eu disse que sim. Então ele passou o remédio PACO, e como minha prima trabalha no posto de saúde conseguiu a receita pra mim. De domingo para segunda não conseguimos dormir nada, nem minha mãe nem meu pai, nem o Roberto. Quando foi na segunda o Roberto e meu pai foram trabalhar e minha mãe ficou comigo. Foi uma manha de visitas, os amigos e familiares vieram saber como eu estava. Eu não saia da cama para nada, porque não conseguia de tanta dor. Ai segunda feira conversei com o DR Ricardo novamente e eu disse que estava indo para Teresina terça feira e que na quarta estaria no consultório dele. Ele disse que estava com dificuldade de se conectar com os hospitais para saber onde a cirurgia ficava mais barata. Quando foi a tarde minha mãe também foi trabalhar. Eu fiquei em casa com tudo ao meu redor, celular, água, fruta, e uma aparadeira, rsrsrsrs para qualquer necessidade.
E no dia 01/04/14 pegamos a estrada cedinho rumo a Teresina novamente.  Eu, minha mãe e minha tia Elaine, companheiras de viagem rsrsrsrs, graças a Deus não sentir dor na viagem, mais também com tanto remédio que eu estava tomando. Quando paramos em Santa Inês para almoçar, recebi uma mensagem do DR Ricardo, dizendo que minha cirurgia estava marcada para quarta feira dia 02/04/14 à tarde no hospital COT, que era só chegar lá e acertar com a secretaria. Eu fiquei muito feliz, pois não precisaria ir para o consultório dele porque ele já tinha marcado minha cirurgia. Assim fizemos, chegamos em Teresina fomos direto para o Hospital COT ( centro ortopédico de Teresina).  Conversamos com a secretaria e ela disse que eu precisaria  tirar o sangue, fui na enfermeira, quer dizer técnica de enfermagem. Primeiro o homem que estava lá pegou meus documentos e passou meia hora para fazer minha ficha. Depois a técnica de enfermagem veio tirar meu sangue me furou 5 vezes, e não conseguia coletar o sangue, sendo que o sangue derramava e ela colocava algodão. Fiquei de 19:00 horas até 20:30 e nada de conseguir coletar o sangue e minha veias já estava inchada e roxa. Ai minha tia Elaine não aguentou e disse para a enfermeira que não tinha condição, me furar desse tanto para coletar sangue. Como a enfermeira  tinha conseguido coletar um centímetro de sangue, minha tia disse que seria o suficiente, e que a gente não podia esperar mais.

Então fomos para a casa do Manoelzinho, que é onde sempre a gente fica quando vai para Teresina. Pois a cirurgia seria no dia seguinte.

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