domingo, 4 de maio de 2014

A muleta escorregou.....

Dia 19 de março fui me consultar com a dermatologista, porque ela disse que quando eu tirasse o ilizarov, era pra mim retornar nela. Ela me passou vários remédios e disse pra eu ligar no SARAH( centro de reabilitação) para conseguir uma vaga. Quando foi no dia 26 consegui ligar no SARAH, fizeram meu cadastro e disseram que entraria em contato.  Depois de 45 dias de repouso, fui bater o raio x, conforme DR Ricardo pediu. Como resolvi bater o raio x pelo SUS  só recebi o raio x dia 25/03/14. Mandei a foto do raio x para o whatssap do DR Ricardo, ele olhou e autorizou a fisioterapia. Comecei a fisioterapia dia 27 de março, numa quinta feira. O fisioterapeuta Wallace tentava movimentar meu joelho, porque estava muito duro. Mais a dor era enorme!!! Quando foi sexta feira ao sair da fisioterapia fui direto pra uma loja de ortopedia, porem queria comprar alguma coisa que eu pudesse usar no lugar da bota robofoot, porque não estava dando certo no meu pé, pois eu tinha que usar a bota de numero maior que o meu como já falei. Então só fui quinta e sexta para a fisioterapia, logo chegou o final de semana.
E no domingo dia 30 de março passei o dia dentro de casa com minha mãe, meu pai e meu esposo. Depois do almoço fui dormir e meu esposo foi lavar o carro na garagem de casa quando ele terminou secou toda a área. Ai umas 15:45 horas, minha prima/amiga Raymara veio me visitar, como na casa que moro tem escada e os quartos são em cima, ela foi lá no meu quarto. Ficamos conversando colocando os babados em dias. Logo  a mãe chamou para comermos cachorro-quente, então descemos a escada e fomos para a cozinha. Lanchamos e ficamos conversando, ai eu contei  para elas que tinha sonhado comigo caindo, e que era uma queda simples, logo mudamos de assunto. Só que mês passado minha tia Elaine me ligou e perguntou como eu estava, e disse para eu ter cuidado porque ela tinha sonhado comigo caindo, e era para eu ter mais cuidado.
Quando foi 17:40 horas  a Raymara disse que ia embora, ai meu pai ( que estava de repouso, pois tinha feito cirurgia no dente) e minha mãe ficaram na sala assistindo e meu esposo estava no quarto. Então fui deixar ela até o portão, ela pegou a moto e saiu, eu fiquei olhando para os pés dela com sandália sem rabicho e andando de moto, mais ai fechei o portão (elétrico), e quando cheguei no meio da área, minha muleta do lado esquerdo escorregou, e acho que meu pé bateu no chão, só pôde. Porque na hora não senti, logo vi minha perna quebrada novamente, e comecei a gritar, e gritava cada vez mais alto, minha mãe gritou perguntando o que foi, e meu pai saiu desesperado correndo, se bateu na porta e quando me viu ficou verde e disse Ô MINHA FILHA DE NOVO!!  No mesmo instante chegou minha mãe e o Roberto(meu esposo). Como eu não tinha caído no chão, foi a muleta que escorregou, segurei a perna e sentei no chão. Minha mãe, meu pai e o Roberto ficaram sem ação. Eu pedia eles para mim dar um celular, me deram o celular do meu pai, eu liguei para o SAMU, falei com uma atendente e ela não resolvia, eu contava a historia pra ela desesperada, e então ela passou o telefonema para o Médico da SAMU, ele me falou que só poderia me pegar daqui uma hora, porque esse horário dia de domingo é tenso. Ai ele perguntou se eu podia ir de carro para o hospital Socorrão. Graças a Deus temos carro, resolvi não esperar o SAMU. Pedi para o Roberto pegar a tala de gesso, as ataduras e a fita, e pedi à minha mãe o meu celular para ligar pro DR Ricardo de Teresina, ai eu liguei e na mesma hora ele atendeu e disse para eu ir para o pronto socorro. Então coloquei a tala de gesso na perna, e dor aumentando cada vez mais. Em fim, como escorreguei do lado do carro, só me arrastei até a porta de trás do carro, e com ajuda do meu pai e do Roberto entrei no carro, coloquei um travesseiro embaixo da perna para forrar. Meu pai foi dirigindo devagarzinho, minha mãe na frente e o Roberto foi de moto. No trajeto de casa para o hospital, foi muito dor, cada buraco que passava, eu sentia as pontas dos ossos triscando. Até que chegamos ao hospital Socorrão.

Continuo no próximo post.

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